
Final de ano e a típica maratona de jantares, comemorações e todo tipo de eventos sociais se inicia com grande entusiasmo. Nesse turbilhão de festividades, entre um aperitivo e outro, surpreendo-me com alguma frequência indagando o porquê de tantas alegrias com hora marcada, de uns quantos encontros entre colegas e parentes que acontecem uma única vez ao ano, naquele mesmo dia, daquela mesma forma. Sob um olhar rápido, os sorrisos e cumprimentos parecem até forjados e mecânicos. Mas, ao observar melhor, percebo que há nesses rituais, com todos os seus gestos tradicionais, um propósito relevante.
São como grandes algarismos em nosso relógio da vida, marcando o passar do tempo e o significado de cada etapa. Pêndulos que soam alto e que nos fazem parar por um longo instante para observar e refletir. Sobre amigos e familiares presentes e ausentes, relações, tempo e espaço nos quais interferimos. Sobre como “tiquetaqueamos” por aí!