Há momentos em que o mundo parece conspirar
Os deuses sopram na direção contrária do caminhar
Nesses momentos, intensos e ambíguos
Duvidamos de nossa fé, de nossa sorte, de nosso riso
E lembramos de um olhar amigo
De um elogio despretensioso
De um sabor, um odor, uma cor
Que nos pinte a alma e ilumine o dia
terça-feira, março 13, 2007
segunda-feira, março 05, 2007
Pensamento que ficou do fim de semana

Deve haver um lugar no mundo onde vão parar todas as borrachas, todos os isqueiros, elásticos de cabelo, as chupetas, tampinhas de pen drive e outras preciosidades que perdemos ao longo de nossas vidas. Um "Achados e Perdidos" universal das quinquilharias.
PS: Homenagem à Cassandra, cujos filhos vivem doando suas borrachas e chupetas a este lugar.
domingo, fevereiro 25, 2007
Oito e Oitocentos
Entre ervas e mates, vagens e verdes, em passeio domínico-matinal pelo Mercado Municipal de Piracicaba, flagrei-me pensando na convivência dos extremos e opostos em nossos pós-modernos tempos.
Enquanto alguns compram suas saladinhas prontas e embaladas a vácuo, dispostas em vitrines refrigeradas e pagas com cartões "chipados", outros tantos não abrem mão de meter a mão nos sacos de grãos (como uma certa Amélie de um filme francês), de esmiuçar os maços de folhas em busca daquele mais fresquinho, ou simplesmente, do mais simpático. E ao final, pagar tudo com notas e moedas que já conheceram muitas mãos.
Podemos escolher entre o cheiro do jornal ou o brilho da tela, para a atualização diária do banco de dados pessoal.
As ofertas nos chegam em panfletos que inundam nossos carros, ao mesmo tempo em que giram e pulam frenéticamente em banners e pop-ups.
Pergunto-me, então, qual será o limite dos opostos. Terá sido sempre assim? Ou o homem de tempos pra cá está pensando e criando mais velozmente do que é capaz de usar?
Divagações.
Enquanto alguns compram suas saladinhas prontas e embaladas a vácuo, dispostas em vitrines refrigeradas e pagas com cartões "chipados", outros tantos não abrem mão de meter a mão nos sacos de grãos (como uma certa Amélie de um filme francês), de esmiuçar os maços de folhas em busca daquele mais fresquinho, ou simplesmente, do mais simpático. E ao final, pagar tudo com notas e moedas que já conheceram muitas mãos.
Podemos escolher entre o cheiro do jornal ou o brilho da tela, para a atualização diária do banco de dados pessoal.
As ofertas nos chegam em panfletos que inundam nossos carros, ao mesmo tempo em que giram e pulam frenéticamente em banners e pop-ups.
Pergunto-me, então, qual será o limite dos opostos. Terá sido sempre assim? Ou o homem de tempos pra cá está pensando e criando mais velozmente do que é capaz de usar?
Divagações.
Assinar:
Postagens (Atom)